Santander

Banco Santander Edifício-Sede

Construção Nova

Obra de referência em Lisboa, o Edifício-Sede do Banco Santander é um exemplo do largo espectro de aplicação da GAMA CIMPOR e dos diferentes canais diretos e indiretos de comercialização do nosso produto nobre: CIMENTO.

O cimento CIMPOR foi aplicado nas diferentes fases da execução desta empreitada. Podemos desde logo iniciar a descrição da nossa intervenção começando pela Geotecnia. As estacas e ancoragens foram executadas pelo nosso cliente de granel ANCORPOR sendo que, para esta obra em particular, as 300t de cimento CEM I 42,5 R em saco foi fornecido pelo nosso revendedor EDUARDO FLORINDO.

O betão que garante a estabilidade estrutural do edifício foi fornecido pela BETÃO LIZ e envolveu dois tipos de cimentos de granel : 3000t de CEM II/A-L 42,5 R cinzento a que correspondem cerca de 11.000m3 de betão e 500t de CEM II/A-L 52,5 R branco que deram origem a cerca de 1.800m3 de betão.
 


O assentamento de alvenarias e o seu revestimento também teve o contributo dos produtos CIMPOR, mais concretamente 1.300t a granel de AAM10 e ARIP fornecidos pela CIMPOR ARGAMASSAS.

O fornecimento de argamassas secas e de cimento CEM II/B-L 32,5 N em saco foi assegurado pelo nosso maior revendedor de argamassas, MANUEL CARDOSO DELGADO, com um volume total de 700t.

Mas a participação da CIMPOR não ficou por aqui. Atualmente encontram-se a ser aplicadas betonilhas, fornecidas a granel pela CIMPOR ARGAMASSAS, tendo sido eleito o produto ARP12 que terá um consumo estimado de 1.500t. No futuro, já na fase de acabamentos, está já assegurado o fornecimento de cimentos cola e tapa juntas por intermédio do nosso revendedor MCD.

O ecletismo da intervenção da CIMPOR nesta empreitada, envolvendo os nossos clientes nas suas diversas fases, é a prova viva da nossa tagline:  Construindo parcerias sustentáveis.


CEM II/A-L 42,5 R CEM II/B-L 32,5 N CEM II/A-L 52,5 N (br) AAM10 ARIP ARP 12

Localização

Lisboa


3 Fases

O cimento CIMPOR foi aplicado nas diferentes fases da execução


Solo-cimento nos pisos do Rali de Portugal

Reabilitação

Não foi o norte-irlandês Kris Meeke o único a triunfar na quinquagésima edição de 2016 do rali de Portugal quinta prova do Campeonato Mundial de Ralis.

A Câmara Municipal de Caminha, a empresa MANUEL DA SILVA PEREIRA & FOS Ldª http://www.mspconstrucao.pt/ e as populações das freguesias de Gondar e Orbacém, Dem, Argela, Venade e Azevedo Riba de Âncora, Vile, Moledo e Cristelo e Caminha e Vilarelho obtiveram também vitórias significativas embora em vertentes diferentes da desportiva graças ao estado que o piso das etapas especiais de classificação de Caminha 1 e 2 apresentou após as duas passagens cronometradas dos 81 concorrentes que alinharam à partida e as do reconhecimento.

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Contactados pelo município de Caminha, os gerentes da MSP, conhecedores profundos da realidade das provas de rali e das particularidades dos trabalhos de beneficiação de estradas rurais e florestais, propuseram uma solução bastante mais duradoura e económica e com um desempenho que previa muito superior ao do da solução preconizada inicialmente: a beneficiação das zonas mais degradadas da classificativa com solo-cimento.

Embora não conhecessem em pormenor essa solução os técnicos e o executivo municipais acolheram-na com interesse uma vez que dava resposta ao dilema sério que o município enfrentava.

A solução inicial consistia no reperfilamento com “tout venant” compactado enquanto a ideia da MSP era utilizar uma mistura de solo do troço com cimento feita “in-situ” a aplicar nas zonas de maior desgaste e foi essa que acabou por ser aceite. Aliada à perspetiva de bom desempenho face às ações mecânicas resultantes do passagem dos carros e de durabilidade havia também a considerar a facilidade (não seria necessário transportar materiais de empréstimo) e rapidez de execução (já não havia muito tempo antes da prova). Em todo o processo a natureza do solo a beneficiar levantou bastantes dúvidas já que numa zona particularmente extensa era de origem xistosa com fragmentos lamelares de dimensão grande, facilmente fragmentados pela ação do equipamento etc.

Em poucos dias a MSP reuniu o equipamento e preparou o trabalho executou a obra tendo recorrido também ao conhecimento e experiência da firma SOLTEC Firmes Ecológicos de Cáceres http://www.firmesecologicossoltec.com/ com a assessoria técnica prestada pela LUSOESTRADA http://www.lusoestrada.pt/.

O trabalho consistiu no espalhamento do cimento com um doseador STREU MASTER RW 12 atrelado a um trator. Uma vez que não houve tempo para a realização de um estudo aprofundado usou-se um doseamento típico sugerido pela SOLTEC - 3,5% de cimento CEM II/B-L 32,5 N.

Após essa operação fez-se uma escarificação e mistura com escarificadores BOMAG MPH 122 e WIRTGEN WR 2500 numa espessura de 20 cm.

A passagem de uma niveladora trouxe o solo para as cotas finais. Passagens de cilindro de rolos compactaram a mistura adequadamente após a adição de água considerada necessária.

A mistura foi curada com aspersão de água embora tenha havido uma contribuição acidental da chuva que caiu nos dias imediatos à conclusão dos trabalhos.


Aspersão de água


Em condições normais decorreria um período de tempo adequado para permitir o endurecimento da mistura antes da sua utilização mas o calendário apertado não o possibilitou. Com efeito entre o fim dos trabalhos terminaram e o início das passagens de reconhecimento, não se passaram mais de dez dias.

Não obstante estas condicionantes, Rui Pereira, um dos sócios gerentes da MSP e um dos maiores entusiastas da solução, manifestava uma confiança absoluta na redução dos tempos de passagem o que se veio efetivamente a verificar. Kris Meeke fez 10:35,3 na primeira passagem pelos 18,03 km da especial de Caminha e 10:31,7 na segunda.

E não foi apenas a perícia própria de Meeke, uma boa escolha de pneus ou um desempenho particularmente bom do seu Citroen DS3 a ditar esses resultados. Basta ver que a média dos quinze melhores tempos de 2016 foi melhor que o melhor tempo de 2015 obtido por Ogier.

A redução de tempo da primeira para a segunda passagem que quase 44% dos pilotos conseguiu só pode querer dizer duas coisas: os pilotos perceberam que podiam escolher trajetórias mais largas aumentando a velocidade média e conseguiram-no uma vez que o piso manteve condições de circulação de muitíssimo bom nível.

Depois das duas passagens de toda a caravana foi possível testemunhar as trajetórias mais largas e confirmar que as zonas tratadas com cimento (as mais degradadas na edição de 2015) apresentavam um estado de “conservação” muito superior ao das zonas sem tratamento. Não só a profundidade das rodeiras era inferior como a quantidade de fragmentos rochosos soltos era menor e o estado geral de regularidade da superfície muito melhor.

Assim se podem também justificar os 13,6 s que Meeke retirou ao melhor tempo da edição de 2015 (10:48,9). O melhor tempo de 2015 teria correspondido em 2016 ao décimo!!

A Câmara Municipal de Caminha foi particularmente elogiada pelo ACP (organização do Rali) e pela FIA (organização do World Rally Championship) na sessão oficial de entrega de prémios.

A sinalização das zonas a tratar e a não tratar foi feita com estacas de sinalização cravadas pela MSP mas a diferença era de tal ordem que, após a prova uma mera apreciação visual permitia a um desconhecedor do assunto, identificá-las com facilidade.

Este bom desempenho veio a merecer elogios da população quando a região de Caminha e Ponte de Lima foi assolada por incontroláveis fogos florestais na primeira quinzena de Agosto 2016 e a qualidade dos acessos pelo lado de Vila Praia de Âncora contribuiu para uma passagem mais eficaz dos meios de socorro.

Como início do outono e as primeiras chuvas pôde também verificar-se outro importante benefício. As zonas mais elevadas do percurso da classificativa são numa zona granítica sobranceira a Caminha e Vila Praia de Âncora e as valetas são muitas vezes obstruídas por pedras e calhaus que não raramente forçam a água a invadir a plataforma originando regueiras profundas. Este ano, mesmo nas zonas em que a água transbordou, isso não sucedeu: o piso encaminhou facilmente a água pelos caminhos alternativos que ela própria escolheu o que é mais uma confirmação do interesse da solução e da qualidade da execução do trabalho.

Também neste capítulo se pôde verificar a menor sensibilidade à ação da água nas zonas alagadas e principalmente naquelas onde o trânsito de camiões de transporte de madeira é mais intenso.

O trânsito deste tipo de veículos é frequente nas serras de Caminha e Ponte de Lima mas os incêndios de Agosto exigiram um trabalho de grande rapidez e intensidade para se conseguir valorizar a madeira ardida em tempo útil. Sabendo que foi possível recuperar cerca de 20.000 ton é fácil calcular o número de passagens de camiões e imaginar o efeito no pavimento. Nove meses depois dos trabalhos as zonas não tratadas apresentam depressões e poças com as dificuldades de tráfego daí decorrentes.

Nesta intervenção foram tratados apenas 25.000 m2 de pista- “queremos bons pisos mas este é um rally em terra”- mas, em 2017, garantida que está a permanência do Rally na zona a norte do Douro, é possível prever uma nova intervenção no troço de Caminha para beneficiar as zonas em que foi feito apenas um reperfilamento e compactação e em que a degradação se acentuou. Desse modo garantir-se-á um bom desempenho do piso beneficiando o espetáculo desportivo e assegurando o retorno financeiro do investimento na prova ao mesmo tempo que se proporciona às populações, aos utilizadores turísticos e às atividades florestais acesso com maior comodidade e segurança durante todo o ano.

A MSP ficará sempre associada a uma realização extremamente bem-sucedida e levada a cabo em pouco tempo e de forma muito prática.

Estes foram sem dúvida os maiores vencedores!
 

O que é o Solo-Cimento e para que serve

Niveladora


O Solo-Cimento é uma mistura criteriosa de solo natural com cimento e água. Esta mistura atribui ao solo uma maior capacidade resistente, sem eliminar a sua flexibilidade natural.

É utilizado em qualquer situação em que se pretenda melhorar o desempenho mecânico dos solos. A aplicação desta solução construtiva permite que os solos naturais presentes na frente de obra sejam passíveis de serem utilizados em camadas estruturais de pavimentos rodoviários, e em alguns casos até como solução final, como é o caso dos caminhos municipais, acessos florestais, acessos particulares, etc.
 

Que cimento se deve utilizar?

Qualquer um dos cimentos correntes pode ser utilizado na execução de Solo-Cimento, com principal destaque para o CEM II/B-L 32,5 N. Na obra executada pela MSP em 2016 em Caminha foram utilizadas cerca de 370 toneladas de CEM II/B-L 32,5 N para o tratamento de, aproximadamente, 25.000 m2 com uma espessura média de 20 cm.
 

Vantagens do solo cimento

As vantagens são inúmeras nos aspetos técnico, ambiental e económico. Basta pensar no que se poupa em recursos naturais pela valorização dos materiais locais, na diminuição das emissões de CO2 associadas à movimentação de solos e no benefício que o tempo de vida alargado da obra proporciona.
 

As diversas fases de uma obra


CEM II/B-L 32,5 N

Localização

WRC Portugal 2016 - Traçado da PEC de Caminha


3,5%

Cimento CEM II/B-L 32,5 N


25.000 m2

Pista tratados


20 cm

Espessura média


Aproveitamento Hidroelétrico do Baixo Sabor

Engenharia

O Aproveitamento Hidroelétrico do Baixo Sabor atualmente em construção no rio Sabor, afluente da margem direita do rio Douro, é um projeto fundamental para o controlo da bacia nacional do rio Douro, com particular importância estratégica na gestão da cascata hidroelétrica situada a jusante no rio Douro. A construção deste empreendimento da EDP   foi adjudicada a 30 de Junho de 2008 ao Agrupamento Complementar de Empresas(ACE) Baixo Sabor ACE, constituído pela Bento Pedroso Construções S.A. (subsidiária do grupo ODEBRECHT) e a Lena Engenharia e Construções.


Localização

O AHBS localiza-se na região de Trás-os-Montes, no troço inferior do rio Sabor, primeiro afluente da margem direita do rio Douro em território português. Em te rmos administrativos, a sua implantação faz-se no território do concelho de Torre de Moncorvo, freguesias de Larinho e de Torre de Moncorvo, estendendo-se as albufeiras pelos concelhos de Alfândega da Fé, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Torre de Moncorvo.   

O rio Sabor nasce na Serra de Parada, em Espanha, a cerca de 1600 metros de altitude, atravessa a fronteira na zona do Parque Natural de Montesinho e após um percurso de pouco mais de 120 Km sempre em vales bastante profundos, vai desaguar no rio Douro a jusante do Pocinho, à altitude de 97 metros. Aproximadamente 86% da bacia está situada em território português.
 

Bacia hidrográfica do rio Sabor



Escalão de montante

O escalão de montante constitui a parte mais significativa e também mais visível do AHBS. Situado a aproximadamente 13 Km da foz do Sabor, integra a barragem propriamente dita, a central e os correspondentes circuitos hidráulicos. 

A barragem é uma estrutura em abóbada com uma altura máxima de 123 m acima da cota de fundação e o seu coroamento, à cota 236, apresenta um desenvolvimento de 505 m e uma espessura máxima de 39 m na base. Tem, como órgãos de segurança, um descarregador de cheias, uma descarga de fundo e um posto de observação e comando. 

Esq. geral do escalão de montante


 

Escalão de montante em const. 03/12


 

Escalão de montante em const. 03/12



A central situa-se na margem direita, é em poço, e aloja dois grupos reversíveis de 70 MW cada um. 

A adução é feita por dois circuitos hidráulicos independentes que atravessam o maciço rochoso da margem direita. 

O coroamento será aproveitado para a implantação de uma estrutura rodoviária que permitirá às freguesias de Adeganha e Cardanha um acesso muito mais cómodo e rápido à sede do concelho
 

Escalão de jusante

O escalão de jusante, situado a 3 Km da foz, é constituído por uma barragem de gravidade com uma altura máxima de 45 m com um descarregador de cheias, controlado por comportas na parte central e por uma central em poço, localizada também na margem direita, equipada com dois grupos reversíveis de 15 MW cada um, alimentados por dois circuitos hidráulicos subterrâneos independentes. Está também equipada com um posto de observação e comando.

Esq. geral do escalão de jusante


 

Alçado jusante do escalão jusante


 

Escalão de jusante em construção 03/12



Em Julho de 2011 o Escalão de Jusante testemunhou mais um avanço da engenharia portuguesa ao proceder-se à betonagem de um dos blocos utilizando a técnica Betão com Prévia Colocação de Agregados (BPCA), sendo a primeira vez que se recorreu a esta técnica na execução de uma estrutura definitiva.

A exploração do escalão de jusante prevê a bombagem de caudais da albufeira da Valeira a jusante, no Rio Douro. Para permitir este aproveitamento, mesmo em nível mínimo de exploração, é necessário construir a jusante um canal que, ao permitir o rebaixamento do leito do rio até à cota 100,50, garanta um nível de armazenagem adequado.
 

As albufeiras

A concretização deste empreendimento resultará na constituição de duas albufeiras correspondendo á de montante uma extensão de cerca de 60 km. Os concelhos beneficiados são os de Macedo de Cavaleiros e Mogadouro nas zonas mais a montante e os de Alfândega da Fé e de Torre de Moncorvo, mais a jusante. É neste último que se situam a barragem principal e a de jusante.

A área inundada ao nível de pleno armazenamento é de 2820 ha a que corresponde um volume de 1095 hm 3 .

A albufeira de jusante desenvolve-se integralmente no concelho de Torre de Moncorvo terá uma extensão de 9,6 km e, ao nível de pleno armazenamento, inunda uma área de 200 ha e proporciona 30 hm3 de volume.

Em conjunto, estas duas albufeiras mais do que duplicarão a capacidade de armazenamento português de água no Douro e começarão a encherem 2013. 
 


Exploração do empreendimento

O recurso a grupos reversíveis e a existência da albufeira da Valeira imediatamente a jusante da barragem de jusante permite a bombagem em ambos os escalões atingindo-se assim uma produção média anual de 444 GWh/ano, incluindo o contributo da bombagem.

O início da produção de energia prevê-se para 2014 e a entrega na rede será na subestação do Pocinho.
 

Os grandes números do empreendimento

O investimento total por parte da EDP  estima-se em 569 M€ dos quais cerca de 80% serão de incorporação nacional.

Em termos de consumo de materiais os números são reveladores da importância do empreendimento:

  • Volume de betão – 1.102.240 m3
  • Número de camadas de betonagem na barragem de montante - 1346
  • Peso de aço em armaduras – 14.710 t
  • Volume de escavação – 2.903.708 m3
  • Extensão de restabelecimentos – 39 km
  • Número de trabalhadores envolvidos –1675 trabalhadores (2011)
  • Número de trabalhadores que residem a menos de 50 km – 300 (valor aprox.)
  • Número de empresas envolvidas – 143 ,das quais 15% se situam a menos de 50 km
  • Emissões CO2 evitadas/ano - 1.037 kt emissões evitadas (directas e indirectas)
     

Os construtores

Tanto a Bento Pedroso como a Lena Construções apresentam um portfólio de obras e realizações que testemunham a qualidade de execução, indispensável à concretização de um projecto desta natureza.

Empresas da maior projeção no universo da construção civil Portuguesa são de há longa data   parceiros da CIMPOR num conjunto de obras emblemáticas:
 
  • Barragem do Alqueva;

  • Auto-estrada A13 - Almeirim/Marateca;

  • Aeroporto Francisco Sá Carneiro;

  • Ponte Vasco da Gama;

  • Gare do Oriente.

No qual o AHBS se enquadra em lugar de destaque.
 

A intervenção da Cimpor 

As condições técnicas da obra determinaram a utilização de CEM I 42,5 R, tendo o ACE feito recair a sua escolha sobre o do Centro de Produção de Souselas que se vê mais uma vez associado a uma obra de referência.

O fornecimento de cimento para os vários tipos de betão requeridos pela obra vai aproximar-se de 140.000 ton distribuídas ao longo de 20 meses com picos mensais de 8.000 ton.

Com números desta escala, compreende-se a exigência da operação de logística correspondente que obriga a um planeamento cuidado e uma afectação de meios humanos especializados e experientes, só ao alcance de organizações de elevado profissionalismo.

A selecção dos produtos e serviços da CIMPOR em mais um empreendimento de referência no país, são uma inequívoca demonstração de confiança na competência técnica e de reconhecimento da fiabilidade da logística, atributos indissociáveis de uma empresa líder de mercado.

O AHBS é mais uma obra de cuja participação a CIMPOR se orgulha e que é um contributo estratégico para o desenvolvimento do país.
 

Desenvolvimento com respeito 

Não obstante a dimensão do empreendimento, a EDP tem vindo a desenvolver esforços no sentido de minimizar impactes, muitas vezes longe do conhecimento do grande público, consubstanciados por Medidas Compensatórias, Planos de Monitorização e pela Preservação do Património.

As Medidas Compensatórias pretendem recriar, recuperar, proteger e valorizar habitats bem como estimular a proliferação e fixação de espécies animais autóctones e da lista das que foram implementadas destacam-se as seguintes:

Habitat de Compensação da Vilariça;

  • Valorização do corredor ripícola no Médio e Alto Sabor e rio Maçãs;

  • Programa de Conservação da Lontra;

  • Programa de Proteção e Valorização do Lobo Ibérico no Nordeste Transmontano e BeiraAlta;

  • Programade Proteção e Valorização da Avifauna Rupícola no Nordeste Transmontano;

  • Centro de Interpretação Ambiental e Recuperação Animal.

Os Planos de Monitorização em curso visam avaliar o impacte da construção e da exploração do AHBS em diversas vertentes. Estes Planos irão alargar-se na maior parte dos casos para além do período de construção e são:

  • Programa de Monitorização do Ruído;

  • Programa de Monitorização da Qualidade do Ar;

  • Programa de Monitorização da Qualidade da Água;

  • Programa de Monitorização da Socioeconomia;

  • Programa de Monitorização do Ordenamento do Território e Uso do Solo;

  • Plano de Monotorização da Gestão de Resíduos.


Barragens: um equipamento ao serviço da comunidade e do meio ambiente


A construção de barragens tem sido origem de controvérsias mais ou menos acesas nos últimos anos. No contexto económico e social próprio de Portugal e face à previsão de diminuição acentuada de pluviosidade, algumas das vantagens em várias vertentes merecem ser recordadas.
 

 

Escalão de montante - vista de jusante


 

Escalão de montante e Central


 

Escalão de jusante - vista de jusante


 

Pormenor de Betonagem


 

Tomada de água


   


CEM I 42,5 R

Localização

Troço inferior do rio Sabor


569 M€

Investimento total


1.102.240

Volume de betão (m3)


Obra da Geo-Rumo

Engenharia

A GEO-RUMO Tecnologia de Fundações S.A. www.georumo.pt foi criada em 1998 e já hoje ocupa um lugar de destaque no universo das empresas de construção civil portuguesas evidenciando-se particularmente nas obras de Fundações Especiais e Prospecção Geotécnica com projectos e soluções inovadoras demonstrativos de grande competência.

Para concretizar os seus projectos alia-se também a parceiros que proporcionem, pelos produtos que fornecem e serviços que prestam, as indispensáveis garantias de qualidade e de boa execução. É por esse motivo que a CIMPOR se tem assumido como seu parceiro de referência em várias obras e forneceu, recentemente, cerca de 2500 ton de cimento CEM II/A-L 42,5 R de Souselas expedido através do Entreposto da Maia para a obra da Travessia do Rio Lima realizada para a Empresa de Águas do Minho e Lima em Ponte de Lima.

Nesta obra a simbiose entre capacidade técnica para a elaboração do projecto e tecnologias próprias disponíveis revelou-se de especial interesse uma vez que foram estas duas competências complementares que permitiram a sua concretização.

O projecto base previa a execução de uma contenção periférica dos poços de ataque e recepção com cortinas de estacas secantes travadas com anéis circulares em betão armado mas como alternativa foram executados o mesmos poços recorrendo à tecnologia do “Cutter-Soil Mixing – CSM”.

A tecnologia do CSM – CUTTER SOIL MIXING é uma metodologia de “deep-mixing” para tratamento de solos que consiste na formação de painéis de solo-cimento com recurso a equipamento munido de vara tipo “kelly”, que possui acoplada na sua extremidade uma ferramenta de corte e mistura, activada hidraulicamente, com a espessura que o projecto de execução determina. O corte do terreno é realizado através do movimento rotacional das “cutter wheels” com injecção de cimento na fase descendente. Atingida a cota de fundo é injectada novamente calda de cimento no sentido ascendente homogeneizando a mistura até ser atingida a cota definida para o coroamento, criando assim um painel de solo-cimento de melhores características geo-mecânicas e de impermeabilização (onde aplicável). É também uma metodologia mais amiga do ambiente, pois os elementos constituintes do agregado (solo e cimento) fazem parte integrante da peça a construir, havendo um muito menor refluxo comparativamente com outras metodologias de tratamento.

O projecto CSM previa a execução de poços com diâmetro entre os 14,0m e os 16,0m e profundidades máximas de escavação na ordem dos 24 mts. A escavação geral no interior do poço atingiu os 19 m de profundidade. A armadura introduzida nos painéis era constituída por perfis IPE300 /IPE500 colocados em toda a extensão do tratamento. Os solos tratados apresentavam alguma heterogeneidade em profundidade, e eram constituídos por aterros (terra vegetal), depósitos de aluvião (lodos, areias lodosas e cascalheira) e xisto micáceo decomposto.


CEM II/A-L 42,5 R

Localização

Ponte de Lima


2.500 t.

Cimento CEM II/A-L 42,5 R


19 metros

Escavação geral no interior do poço


Aproveitamento Hidroelétrico Ribeiradio-Ermida

Engenharia

Os benefícios ambientais, económicos e sociais das barragens são do conhecimento geral e reconhecidos principalmente pelas populações que tiram partido destas infraestruturas. No entanto a forma como as barragens hidroelétricas permitem reservar e transformar a energia, bem como as suas funções acessórias, merece uma abordagem um pouco mais profunda mas ainda assim objetiva e acessível a todos, mesmo àqueles que não façam parte da comunidade técnica.

Uma vez que a CIMPOR está a fornecer o cimento para o Aproveitamento Hidroelétrico Ribeiradio-Ermida é oportuno dar a conhecer um pouco sobre barragens hidroelétricas. 

Escalão de Montante – Vista Aérea de Montante



Produção de energia ou a Lei de Lavoisier?

É comum ouvir-se dizer que as barragens produzem energia limpa que acabamos por consumir nas nossas casas, que transportamos nos nossos telemóveis, que já abastece os nossos automóveis, que aciona a nossa indústria, etc.

No entanto Antoine Lavoisier, o famoso químico francês, daria voltas no túmulo se pudesse ouvir os nossos vícios de linguagem, não lhe fosse atribuída a ele a célebre frase: “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. De facto, quando se fala na produção de energia em barragens hidroelétricas está-se a referir um processo de transformação em que a energia potencial gravítica da água acumulada se transforma em energia cinética pelo seu escoamento para níveis inferiores e que, por sua vez, se transforma em energia elétrica pela ação da água sobre as pás de uma turbina ligada a um alternador/gerador.

Daqui se compreende a importância vital da energia potencial gravítica para este processo, pois sem ela não haveria energia cinética e consequentemente energia elétrica. A acumulação de água dos rios a montante do paredão da barragem faz aumentar a altura de água, sendo que quanto maior for esta altura, maior será a energia potencial gravítica. A altura de água a que se prevê explorar a barragem corresponde ao Nível Pleno de Armazenamento (NPA), podendo no entanto atingir a altura máxima a que corresponde o Nível de Máxima Cheia (NMC).

Esta acumulação de água é facilitada em zonas de orografia acidentada onde os vales pronunciados permitem que o paredão acumule água a montante, fazendo subir o seu nível. Assim se compreende a predominância de barragens hidroelétricas na zona norte do País onde o declive natural propicia a implantação de barragens com albufeiras de extensão moderada, minimizando o impacte ambiental.


1. Perfil Longitudinal de um Circuito Hidráulico

A água armazenada é conduzida pela Tomada de Água para a Túnel de Adução até se encontrar com a(s) turbina(s), onde a energia cinética será transformada no alternador/gerador em energia elétrica. Após esta transformação a água é devolvida ao seu curso natural através do Túnel de Restituição.

A possibilidade de “reservar energia” é mais uma das singularidades deste processo. A possibilidade de armazenar uma dada altura de água significa reservar energia potencial gravítica que poderá ser utilizada quando for mais conveniente. Esta particularidade representa uma vantagem relativamente a outras energias limpas como por exemplo a energia eólica cuja exploração tem de ser de oportunidade já que não há a possibilidade de armazenar o vento.

A exploração de barragens hidroelétricas tem outra particularidade, cada vez mais importante nos dias de hoje, que é o facto de se tratar de um processo que não liberta gases de efeito de estufa para a atmosfera contrariamente ao que acontece nas Centrais Termoelétricas com a utilização de combustíveis fósseis. Estima-se que a exploração do Aproveitamento Hidroelétrico Ribeiradio-Ermida evite a libertação de 70.000t de CO2 para a atmosfera por cada ano de atividade, auxiliando o cumprimento das limitações impostas pelo Protocolo de Quioto.

Acessoriamente, a implantação de barragens hidroelétricas em território nacional reduz a dependência energética de Portugal, aumentando a nossa autonomia energética com o correspondente benefício económico para o país. O contributo deste aproveitamento hidroelétrico permite a aproximação à meta dos 7000 MW de capacidade instalada, definida pelo estado português para o ano de 2020.
 

2. Funções acessórias

A função de uma barragem hidroelétrica não se esgota simplesmente no processo de transformação de energia. A albufeira proporcionada pela barragem representa um enorme potencial de exploração, sendo muitas vezes aproveitada para a captação de água para consumo humano, regadio, combate a incêndios e até mesmo para atividades de lazer como desportos náuticos, turismo rural, etc.
Outra função acessória é o controlo do caudal que a barragem permite, evitando a ocorrência de cheias e garantindo um caudal adequado durante os meses secos de estiagem. No caso do Aproveitamento Hidroelétrico de Ribeiradio-Ermida, esta função é proporcionada pelo conjunto dos dois escalões que irão impedir a ocorrência de cheias a jusante.

Caso Prático: Aproveitamento Hidroelétrico Ribeiradio-Ermida

Escalão de Montante – Vista da Margem Esquerda


O Aproveitamento Hidroelétrico Ribeiradio-Ermida localiza-se no rio Vouga a cerca de 85km da sua nascente, estando implantado nos concelhos de Sever do Vouga e de Oliveira de Frades.

Apesar de já se prever o aproveitamento dos recursos proporcionados pelo rio Vouga há décadas, foi em 2007 que o Instituto da Água (INAG) pôs a concurso esta concessão que foi atribuída à GREENVOUGA (EDP 97,33%; MARTIFER RENEWABLES 2,67%).

Numa primeira fase previu-se a execução do paredão em Betão Compactado com Cilindro (BCC) sendo esta uma tecnologia usualmente utilizada na pavimentação rodoviária e na construção de barragens, como foi o caso da Barragem do Pedrógão. No entanto a alteração da localização inicial deste Aproveitamento Hidroelétrico para a atual, conduziu à opção pelo betão convencional, muito devido às características dos solos existentes no local de implantação da barragem.

A construção ficou a cargo do RIBEIRADIO-ERMIDA - ACE composto pela FCC (30%), RRC(25%) e OPWAY(45%), empresas de renome, não só a nível nacional como também a nível internacional.

Em Portugal, o grupo FCC/RRC foi responsável, entre outras obras, pela construção da Barragem de Óbidos, da Nova Ponte da Gala e ainda do Viaduto do Corgo, o segundo viaduto mais alto da Europa.

A estas obras podemos ainda associar outras de expressão internacional tais como o Estádio Allianz Arena em Munique, o Metropolitano de Riad, Canal do Panamá, Torres Porta Fira em Barcelona, entre outras, cuja execução só se encontra ao alcance de empresas de elevada capacidade técnica.

O mesmo se poderá dizer da OPWAY, responsável por várias obras emblemáticas como a construção do Cristo Rei, dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Variante Norte de Loulé e a Ampliação do Aeroporto do Funchal. O know-how adquirido na construção da Barragem do Carrapatelo no Douro, e do Monte Novo em Évora foi também fundamental para o sucesso desta empreitada.

O Aproveitamento Hidroelétrico Ribeiradio-Ermida viu ser lançada a primeira pedra no dia 27 de Novembro de 2009. A conclusão dos trabalhos encontra-se prevista para o início de 2015.

Escalão de Montante e Central – Vista Aérea de Jusante


Com a presença média de 300 trabalhadores diretos (cerca de 530 trabalhadores no pico da obra) é reconhecido o impacte social da empreitada na região, além do natural efeito positivo na economia local; arrendaram-se casas, esgotaram-se restaurantes, criaram-se empresas, tudo de forma a dar resposta às necessidades impostas por uma obra desta envergadura.
 

Dados técnicos

O Aproveitamento Hidroelétrico Ribeiradio-Ermida é constituído por duas barragens: A montante, em Ribeiradio, encontra-se o rosto deste Aproveitamento Hidroelétrico: Uma barragem de gravidade com diretriz circular de 270m de desenvolvimento e 76m de altura que dá lugar a uma albufeira com 135hm3 à cota do NPA.

A tomada de água é feita em torre com uma altura de 61m, ligada à correspondente Túnel de Adução com um comprimento de 205m, que comunica com uma central em poço equipada com um grupo turbina-alternador de 72MW que permite a bombagem de água para a albufeira de montante, proporcionando a reutilização da água (reversível).

Torre de Tomada de Água


O contra-embalse é feito pela barragem de Ermida, situada cerca de 4km a jusante, também ela uma barragem hidroelétrica de gravidade e, ao contrário do escalão de montante, sem capacidade de reversibilidade. 

Escalão de Jusante – Vista Geral



Escalão de Jusante – Vista Geral


Com uma altura de 38m e cerca de 175m de desenvolvimento, esta estrutura tem capacidade para armazenar cerca de 3 hm3 à cota do NPA.

Ao contrário do que sucede no escalão de montante, na barragem de Ermida a central de produção de energia é anexa à barragem, no encontro da margem direita, contando com dois grupos geradores de 3,3 MW cada.

À semelhança do Aproveitamento Hidroelétrico do Baixo-Sabor, a escolha do cimento a utilizar recaiu sobre o CEM I 42,5 R fabricado no Centro de Produção de Souselas. O Aproveitamento Hidroelétrico Ribeiradio-Ermida constitui mais um reconhecimento da qualidade dos produtos, competência técnica e logística da CIMPOR.

Escalão de Jusante – Vista da Margem Direita


 

Características técnicas:

    Geral
  Investimento estimado    213,3 M€
  Emissões de COevitadas/ano   70.000 t
  Cimento CEM I 42,5 R   75.000 t num período de 30 meses

          

    Ribeiradio   Ermida
  Tipo    Barragem de gravidade   Barragem de gravidade
  Diretriz   Circular, de 262m de
  desenvolvimento
  Reta, de 175m de
  desenvolvimento
  Volume de betão
  vibrado
  320.000 m3   90.000 m3
  Altura máxima   95 m   38 m
  Largura do
  coroamento
  9 m   4 m
  Largura na base
  fundação
  80 m   26,65 m
  Capacidade da
  albufeira
  135 hm3   3 hm3
  Potência   72 MW   2 x 3,3 MW

       

    Circuito Hidráulico (Ribeiradio) 
  Torre de Tomada de Água    61 m
  Túnel de Adução   205 m (dos quais 25 m são blindados)
  Galeria de Restituição   30 m
  Central em poço   Ø 22,50 m  e  h = 26,90 m

 


CEM I 42,5 R

Localização

Rio Vouga, a cerca de 85km da sua nascente


75.000

Toneladas de Cimento CEM I 42,5 R em 30 meses


213,3 M€

Investimento estimado


70.000

Toneladas de emissões de CO2 evitadas/ano


Hospital CUF Tejo

Construção Nova

CIMPOR presente no projeto do Hospital CUF Tejo


No passado dia 28 de setembro, abriu ao público a primeira fase de uma nova unidade de saúde do Grupo José Mello, o Hospital Cuf Tejo, na zona lisboeta de Alcântara. Esta nova unidade hospitalar, desenhada para prevenir, diagnosticar e tratar as doenças do futuro, substitui o Hospital Cuf Infante Santo, o mais antigo hospital privado do país.

Representando um investimento de mais de 170 milhões de euros, o Hospital Cuf Tejo tem uma área superior a 75.000m², distribuída por seis pisos acima do solo e quatro pisos subterrâneos, com capacidade para 800 lugares de estacionamento.
 


Nesta grandiosa obra, cuja execução esteve a cargo da Construtora Teixeira Duarte, foi aplicada uma panóplia de produtos da gama Cimpor, nomeadamente cimentos CEM II/A-L 42,5 R e CEM II/B-L 32,5 N, betões das classes C30/35, C30/37, C35/45 e C12/15, e ainda argamassas de assentamento, reboco e betonilha.

Com os olhos postos no futuro, este projeto contou vivamente com o forte contributo da Cimpor, uma empresa de referência na indústria cimenteira, focada essencialmente na produção e comercialização de produtos de qualidade reconhecida e certificada. 
 

CIMPOR – O Cimento de Portugal


CEM II/A-L 42,5 R CEM II/B-L 32,5 N

Localização

Lisboa


+ 170 M€

Investimento


Aliados 107

Reabilitação

Melhor Edifício Residencial - Prémios Construir


Situado em pleno coração da centenária Avenida dos Aliados, o majestoso edifício Aliados 107 não passa despercebido por quem circula na baixa portuense, quer pela arquitetura contemporânea, que contrasta com o cariz clássico do empreendimento, quer pelo conforto e modernidade.       

O edifício Aliados 107, desenhado pelos reputados arquitetos Rogério de Azevedo e Baltazar de Castro,  construído em 1930 para sediar o antigo jornal “O Comércio do Porto”, foi recentemente alvo de um novo projeto, da autoria do arquiteto Arnaldo Brito.

O projeto  procurou  manter os elementos arquitetónicos originais, nomeadamente ao nível da estrutura, constituída por paredes exteriores de alvenaria de granito e lajes de betão armado. Os seus interiores foram concebidos em harmonia com as fachadas principais em cantaria, preservando a traça clássica do edifício.
 


Este icónico imóvel, inaugurado em 2018, foi galardoado em 2019, com o prémio de Melhor Edifício Residencial pelo Jornal Construir.  

As obras de reabilitação urbana deste prestigiado imóvel proporcionaram a criação de 23 apartamentos com estacionamento, de excelente qualidade e requinte.

Neste projeto foram aplicados betões C30/37 e C25/30 e Argamassas de Assentamento e de Reboco.

A Cimpor produz e comercializa uma gama alargada de produtos, nomeadamente, Cimento, Betão Pronto, Agregados e Argamassas Secas, adequados às necessidades e exigências do mercado


AAM10 ARIP

Localização

Lisboa


Prémio 2019

Melhor Edifício Residencial pelo Jornal Construir.


MAAT

Engenharia

Um Projeto Arquitetónico e Cultural de Excelência


Situado na frente ribeirinha da zona histórica de Belém, o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia trouxe um novo impulso cultural e paisagístico a Lisboa. A variedade de programas e de espaços, aliada à vista privilegiada da cidade e do rio, tornam-no num importante ponto no roteiro cultural da cidade.

Desenhado pelo atelier de arquitetura Amanda Levete Architects, este projeto inovador estabelece comunicação entre um novo edifício e a Central Tejo, um dos exemplos nacionais de arquitetura industrial da primeira metade do século XX.
 


Concebido para acolher inúmeras exposições nacionais e internacionais, onde a arte, a arquitetura e a tecnologia se cruzam, o MAAT oferece simultaneamente uma vista panorâmica de 360º sobre o rio e a cidade, através da sua cobertura convertida num miradouro. A sua estrutura em forma de onda e com textura de réptil é revestida com azulejos tridimensionais que refletem a luz natural, conferindo-lhe um carácter singular.

O Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia conquistou vários prémios em 2017, alguns dos quais a nível internacional, que o distinguiram como um projeto arquitetónico e cultural de excelência. Entre esses prémios, destacando-se: The Design Prize 2017, atribuído pelas conceituadas revistas digitais de arquitetura e design - Designboom e Abitare, The Best Museum Architecture of the Year, no âmbito dos Leading Culture Destination Awards, The Best of Best of the Iconic Award 2017 do German Design Council , o Melhor Projecto Privado dos Prémios Construir 2017 e o Troféu Arte e Cultura dos Prémios Marketeer 2017.
 


A este icónico projeto, cuja empreitada esteve a cargo da Construtora Alves Ribeiro, a Cimpor forneceu um vasto leque de soluções conferindo uma elevada qualidade, resistência e durabilidade à infra estrutura.

Neste âmbito, e na construção do edifício foi utilizado o cimento CEM II/A-L 42,5R, bem como Argamassas e Cimentos Colas Flexíveis, dos quais se destacam AA M5 e FVHB para o assentamento de alvenarias, a AREPH para os rebocos e ARP12 para as betonilhas de toda a obra.

Complementarmente ao betão pronto fornecido pela Construtora Alves Ribeiro, o betão aligeirado com EPS, ou seja, um betão especial leve e de baixa resistência contendo triturado de poliestireno expandido, foi fornecido pela Betão Liz, uma empresa do Grupo Cimpor.

A Cimpor, líder em Portugal na produção e comercialização de Cimento, Betão Pronto e Agregados, associa-se a um Projeto Arquitetónico e Cultural de Excelência. 

 

Cimpor - O Seu Parceiro de Confiança na Construção desde 1976 !


CEM II/A-L 42,5 R AAM5 FVHB AREPH ARP 12

Localização

Lisboa



Farcimar

Construção Nova

Sistema de Fragilidade Dirigida


FARCIMAR foi fundada em 1989 e é hoje uma empresa de referência no ramo da pré-fabricação. Com sede em Arouca, fornece soluções técnicas e produtos dirigidos a todo o tipo de construção civil, com destaque para vias de comunicação e agricultura.

Conta com uma equipa técnica altamente qualificada para dar resposta aos vários desafios que lhe são colocados e alia a essa competência a exigência da escolha criteriosa dos materiais que melhor respondem aos requisitos técnicos da sua oferta. Esta conjugação de competência e exigência faz da CIMPOR um parceiro de referência da FARCIMAR.

Em 2002 a FARCIMAR adquiriu para todo o território nacional a licença de exploração da patente do sistema de Fragilidade Dirigida (F. D. System) para a realização de encontros de obras de arte e muros de suporte em Terra Armada.

É assinalável o sucesso alcançado pela FARCIMAR ao longo dos dez anos de exploração da licença sendo prova disso os mais de 100.000 m2 de muros construídos em Portugal.


Exemplos de obras:


EN326 Mansores – Arouca

Empreiteiro – Ferrovial Agroman, S.A.
Dono de obra – ICOR – Instituto para a Construção Rodoviária
Projectista – COBA - Consultores de Engenharia e Ambiente, SA
Ano de execução – 2002 / 2003
Superfície – 12.393,32 m2
 

A7/IC5 – Guimarães/Fafe

Empreiteiro – Sociedade de Empreitadas Adrianos, S.A. / A.M. Mesquita & Filhos, S.A.
Dono de obra – AENOR - Auto Estradas do Norte, S.A.
Projectista – Norvia – Consultores de Engenharia, S.A.
Ano de execução – 2004 / 2005
Superfície – 6.662,16 m2
 

SCUT do Grande Porto - A4/IP4 – Sendim/Aguas Santas

Empreiteiro – MonteAdriano, S.A.
Dono de obra – LUSOSCUT – Auto Estradas do Grande Porto, SA
Ano de execução – 2005 /2006
Superfície – 6.356,20 m2
 

Ampliação das Instalações da Lactogal – Oliveira de Azeméis

Empreiteiro – Silva Brandão & Filhos, Lda
Dono de obra – Lactogal – Produtos Alimentares, S.A.
Projectista – Fase – Estudos e Projectos, S.A.
Ano de execução - 2007
Superfície – 3.818,65 m2


Terra Armada – De que se trata ?

A Terra Armada é uma solução construtiva mista composta por solo granular seleccionado, um paramento exterior em painéis de betão armado e armaduras de reforço embebidas no solo e ancoradas nos painéis com a finalidade de resistir aos impulsos horizontais.

A interacção destes três elementos, permite obter um corpo coeso e monolítico capaz de suportar o seu peso próprio e as sobrecargas exteriores.

 

Fragilidade Dirigida – O que é?

O sistema de Fragilidade Dirigida consiste em dotar o interior dos painéis de zonas localizadas de menor espessura que constituem indutores de fissuras originando linhas de rotura preferencial que, sem prejuízo do monolitismo do conjunto, aumentam a flexibilidade do paramento.

Com este sistema os paramentos adaptam-se plenamente às deformações próprias do conjunto, exercendo sobre elas uma acção de controlo e de regularização cujo resultado é uma maior integridade física da obra no seu funcionamento e também do ponto de vista estético.

Este sistema, em relação ao tradicional, possibilita a utilização de painéis de maior altura, o que permite obter vantagens na montagem como seja o elevado rendimento, a elevada independência com o movimento de terras, a facilidade e rapidez de execução para além da maior economia.

Ao nível do funcionamento verificam-se também vantagens como seja a possibilidade de alcançar alturas superiores a 20 m, o melhor comportamento no caso de solos de baixa qualidade, o melhor comportamento sísmico e a aptidão para obras suscetíveis de inundação.


A aposta da FARCIMAR em tecnologias e produtos inovadores é uma das razões porque tem acompanhado o desenvolvimento dos diferentes cimentos, conseguindo tirar vantagens técnicas e económicas da utilização de cada um na sua variada gama de produtos. Cliente de longa data com consumos anuais regulares sempre superiores a 5000 t e dando primazia ao CEM II/A-L 42,5 R, que representa mais de 90% do seu consumo, a FARCIMAR foi a pioneira da utilização do CEM II/B-L 42,5 R, tanto na prefabricação ligeira como na produção de betões de classes convencionais.

É este tipo de posicionamento empresarial e de aposta em parceiros de reconhecida competência técnica, capazes de desenvolver soluções inovadoras, que estão por detrás do reconhecido sucesso da FARCIMAR.


CEM II/A-L 42,5 R

Sede

Arouca


100.000 m2

Muros construídos em Portugal


90%

Consumo de CEM II/B-L 42,5 R


Reconstrução do molhe da Praia da Vitória

Reabilitação

Os maiores core locs do Mundo foram construídos nos Açores, mais precisamente no Porto da Cidade da Praia da Vitória na Ilha Terceira e a CIMPOR participou activamente na obra fornecendo, por intermédio da sua associada CIMENTAÇOR o cimento para o seu fabrico. São na verdade as peças do seu género de maiores dimensões alguma vez produzidas, cada uma com um volume de 13,3 m3 e uma massa aproximada de 33 toneladas.

O porto da Praia da Vitória é o maior porto da Ilha Terceira e representa uma infra-estrutura fundamental para a entrada e saída de matérias-primas e mercadorias nomeadamente aquelas que têm a ver directamente com a operacionalidade da militar dos EUA situada nas Lajes.

Os danos provocados pelos temporais de 2001 e 2005 obrigaram a reparações de emergência em que interveio como projectista a BAIRD, contratada pelo Governo dos EUA, a SETH como empreiteiro geral e a SOMAGUE-EDIÇOR como fabricantes dos “core-locs”.

Na primeira fase, que decorreu em 2003 foram fabricados 322 elementos, enquanto na segunda, executada entre Janeiro e Junho de 2006, o número foi de 285. A totalidade da protecção do molhe foi concluída com o fabrico em 2008 de mais 353 unidades.

Durante a segunda fase da obra houve uma reformulação muito séria do projecto que elevou de 3,5 MPa para 5,0 MPa a tensão de rotura do betão à flexão e obrigou também à introdução de fibras sintéticas.

Na primeira fase da obra foi utilizado o CEM II/B-M (V-L) 32,5 N produzido na moagem de Sines e disponibilizado pela CIMENTAÇOR na Terceira enquanto que na segunda foi usado o CEM II/A-L 42,5 R da fábrica de Alhandra para responder de uma forma mais eficaz ao aumento da exigência mecânica.

Este projecto teve também a colaboração da APEB que, na pessoa do Engº Luís Saraiva, estudou a composição do betão e acompanhou de perto a execução destas peças.
 

Esquema



“Core-loc ®” é o nome registado de uma patente do U.S. Army Corps of Engineers (USACE) que designa uma peça de betão utilizada na construção de molhes em portos marítimos. A sua geometria particular permite obter, com uma só camada desses elementos, uma massa volúmica equivalente à obtida com duas camadas de outros elementos (dolos, tetrápodes, antifers etc.) e assim diminuir em cerca de 30% os custos destas obras.


CEM II/A-L 42,5 R

Location

Açores


13.35 m3 / Un

Volume de betão dos core locs


5.300 t.

Quantidade aprox. de cimento empregue nos core locs


Pré-fabricação de Referência

Engenharia

PRÉGAIA é uma empresa que se insere no mercado da pré-fabricação arquitectónica, do qual é líder.

Tem no curriculum mais de um milhão de metros quadrados de fachadas desde a sua fundação, obras essas construídas em diferentes mercados: Portugal, Brasil, Espanha e Grécia.

O constante desenvolvimento e inovação de soluções que permitam ir ao encontro das exigências dos arquitectos projectistas, obrigou a equipa da PRÉGAIA a um profundo trabalho de investigação e desenvolvimento de novas técnicas que respondam cabalmente aos desafios propostos.

Ao participar em projectos de arquitectura de referência a PRÉGAIA teve o privilégio de intervir em projectos galardoados com diversos prémios nacionais e internacionais.

Como exemplo de soluções de elevada qualidade técnica e desempenho, apresentam-se algumas das obras onde interveio com reconhecido mérito:


Identificação da Obra: Dolce Vita Tejo

Data de Execução: 09/2006 a 05/2009 
Projectista: Arqt.º Paulo Preloiro (Promontório)
Dono da Obra: Dolce Vita Tejo - Investimentos Imobiliários, S.A.
Empreiteiro: Mota-Engil/Somague


Intervenção PRÉGAIA:

Tipo de Peça e quantidades:
PAINEL  C/ TEXTURA “VECTROGRAMA” C/ 15cm: 2.458,21 m2
PAINEL  PINTADO C/ 15cm: 1.354,91 m2
Cimento utilizado: CEM II/A-L 42,5 R


Singularidades

No caso do maior Centro Comercial da Europa - Dolce Vita Tejo – as fachadas foram revestidas com painéis de betão serigrafado com texturas e cores originais conseguidas através de moldes especialmente concebidos para o efeito pretendido.

Esta técnica, aliada à utilização criteriosa de pigmentos, permite obter peças em betão com texturas e cores que reproduzem a imagem pretendida através do contraste.

Dolce Vita Tejo



Identificação da Obra: HOTEL HIBERUS/ZARAGOZA

Data de Execução: 09/2007 a 11/2007
Projectista: Arqt.º José António Martinez Lapeña
Dono da Obra: Compañia Inmobiliaria y de Inversiones, S.A. 
Empreiteiro: Dragados, S.A.


Intervenção PRÉGAIA:

Tipo de Peça e quantidades
PAINEL  DE BETÃO  C/ VIDRO INCLUÍDO C/ 10,00x1,00x0,14m: 3.090,00m2
PILARES DE BETÃO: 23 un
Cimento utilizado: CEM II/A-L 42,5 R   


Singularidades

O Hotel Hiberus é hoje considerado um dos ícones arquitectónicos da cidade de Zaragoza, projectado pelo credenciado arquitecto José António Martinez Lapeña, em que o betão se destaca como uma das peças fundamentais da arquitectura contemporânea.

A contribuição da PRÉGAIA foi decisiva através da concepção e execução de toda a solução aplicada neste projecto e do fornecimento de painéis em betão com incorporação de blocos de vidro, de formas arrojadas e elegantes, fixos a uma estrutura porticada, onde não são visiveis quaisquer fixações metálicas entre os vários elementos estruturais.

Hotel HIBERUS / Zaragoza



Identificação da Obra: CENTRO MULTIMEIOS DE ESPINHO

Data de Execução: 1999
Projectista: Arqt.º Nuno Lacerda Lopes
Dono da Obra: Câmara Municipal de Espinho
Empreiteiro: Engil – Sociedade de Construção Civil, S.A.


Intervenção PRÉGAIA:

Tipo de Peça e quantidades
PAINEL BETÃO LISO DE COR CIN ZA:556,00m2
Cimento utilizado : CEM I 42,5 R


Singularidades

A cúpula do Centro Multimeios de Espinho apresenta uma singular forma esférica com um raio de 8,20m e uma altura que ascende aos 11,00m.

A complexidade deste formato exigiu soluções construtivas particularmente inovadoras que conduziram ao fabrico de painéis pré-fabricados em betão com a configuração de elementos sectoriais de uma calote.

A integridade da estrutura foi garantida pela transmissão de esforços num lintel inferior, e um coroamento na parte superior da cúpula que proporciona a solidarização do conjunto.

Centro Multimeios de Espinho



Identificação da Obra: Estoril Sol Residence

Data de Execução: 12/2006 a 06/2010
Projectista: Arqt.º Gonçalo Byrne
Dono da Obra: Fundor – Fundo de Investimento Imobiliário
Empreiteiro: Edifer/Somague


Intervenção PRÉGAIA:

Tipo de Peça e quantidades
PAINEL EM GFRC COM CIMENTO PIGMENTADO EM PRETO: 1.224,00m2
CAPEAMENTO EM GFRC COM CIMENTO PIGMENTADO EM PRETO: 300,00 ml
Cimento utilizado: CEM II/A-L 42,5 R


Singularidades

Glass Fiber Reinforced Concrete (GFRC) consiste numa mistura de cimento, areia fina, água e adjuvantes, reforçada com fibras de vidro de elevada resistência.

Com um grande leque de aplicações, o GFRC é utilizado preferencialmente em situações onde a forma e o peso dificultam ou impossibilitam a utilização dos sistemas tradicionais de construção.

A durabilidade deste material compósito é especialmente vantajosa em ambientes sujeitos à carbonatação e à acção dos cloretos.

Como líder do mercado nacional em soluções de revestimento de fachadas de painéis pré-fabricados a PRÉGAIA associa-se à CIMPOR, não só pela qualidade dos produtos CEM I 42,5 R e CEM II/A-L 42,5 R utilizados habitualmente no seu processo produtivo, mas também pelo conjunto de serviços que a CIMPOR disponibiliza aos seus clientes. 

Estoril Sol Residence


 


CEM II/A-L 42,5 R CEM I 42,5 R

Localização

Maia - S. Pedro de Fins


+ 1 M m2

De fachadas


Mercados

Portugal, Brasil, Espanha e Grécia


BPCA - Betão com Prévia Colocação de Agregados

Construção Nova

Betão com Prévia Colocação de Agregados


O betão consiste numa mistura criteriosa de cimento, água, agregados, podendo ainda contar com adjuvantes e adições de várias naturezas. Esta definição "clássica" não engloba, contudo, todas as variantes possíveis que podem resultar do processo de fabrico, do tamanho dos agregados, da massa volúmica, da consistência, e da forma de colocação.

No que diz respeito a este último aspecto, além de betão compactado com cilindro, pode-se referir o Betão com Pré-Colocação de Agregados (BPCA), em que a principal diferença para o betão tradicional reside no facto de a mistura final dos constituintes ocorrer nos moldes e não na amassadora. Na verdade, nesta técnica o agregado é disposto cuidadosamente no molde sendo posteriormente introduzida a argamassa de cimento que, graças à sua elevada fluidez, ocupa os espaços vazios entre os agregados, originando uma massa monolítica.

Na óptica de desenvolvimento de novas soluções construtivas sustentáveis, a CIMPOR aceitou o convite da EDP para participar num projecto de desenvolvimento desta técnica que contou também com a participação do LNEC.

Ensaio Laboratorial – Colocação da Argamassa



A primeira etapa deste projecto consistiu no estudo de composição das argamassas de cimento desenvolvido pelo Núcleo de Aglomerantes e Betões do Departamento de Materiais de Construção do LNEC.

O cimento eleito para este estudo foi o CEM II/B-L 32,5 N da CIMPOR fabricado no Centro de Produção de Souselas

Ensaio Laboratorial - Face do lado Sul com argamassa na parte inferior



Numa segunda fase, foi realizado um ensaio laboratorial que teve lugar nas instalações da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto sob a orientação da EDP e do LNEC, que consistiu na execução de um protótipo cúbico com 2 m de aresta que visava reproduzir uma betonagem de grande massa.

Os resultados auspiciosos destas primeiras etapas levaram os responsáveis pelo projecto a utilizar pela primeira vez esta solução construtiva em Portugal em Outubro de 2010, na execução da ensecadeira de jusante do escalão de montante da empreitada de construção do Aproveitamento Hidroeléctrico do Baixo-Sabor. Nesta fase, além da EDP e do LNEC já interveio uma terceira entidade, o Baixo Sabor ACE, a quem foi adjudicada a construção deste aproveitamento.

Aproveitamento Hidroeléctrico do Baixo-Sabor – Ensecadeira de jusante do escalão de montante



A confiança obtida foi tal que a passagem para a construção de uma parte de um bloco da barragem do escalão de jusante, com recurso a esta técnica em Julho de 2011, foi o corolário natural deste processo.

Aproveitamento Hidroeléctrico do Baixo-Sabor - Ensecadeira de jusante do escalão de montante


 

BPCA - o que é?

O acrónimo BPCA é utilizado para designar o Betão com Prévia Colocação de Agregados, uma variante do betão com agregados de dimensão máxima da ordem de 150 mm, tradicionalmente utilizado na construção de barragens na qual o agregado grosso é disposto previamente no espaço a betonar sendo em seguida deitada a argamassa.

Poderá pensar-se que ficarão espaços por preencher mas alguns cuidados preliminares permitem esquecer essa preocupação.

No que diz respeito ao agregado grosso há que proceder à sua lavagem para favorecer a aderência da argamassa e efectuar a mistura prévia das várias fracções das britas de modo a evitar o aparecimento de espaços vazios, os quais seriam preenchidos apenas com argamassa, resultando na falta de homogeneidade do elemento betonado com as consequências daí decorrentes.

Ensaio de espalhamento



A argamassa deverá ter uma fluidez compatível com o preenchimento de todos os espaços, mas com a coesão adequada para evitar a segregação.

No que respeita à cofragem, esta tem de ser suficientemente estanque para conter a argamassa e minimizar as perdas de material por eventuais aberturas.

Procedendo deste modo, a porosidade de um BPCA é semelhante à de um betão convencional com prestações e desempenho semelhantes.

Uma das maiores vantagens do BPCA é permitir a colocação directa do agregado grosso na frente de obra, eliminando a necessidade de transportar as britas à central para serem misturadas com os restantes constituintes do betão. Desta particularidade específica do BPCA resulta um benefício suplementar na economia de espaço nas centrais de betão uma vez que o BPCA permite abdicar de todo o equipamento associado ao armazenamento, transporte e pesagem dos agregados. Estes benefícios reflectem-se em vantagens ambientais e económicas importantes que abrem boas perspectivas ao BPCA como uma alternativa ao betão tradicional em obras que exijam betonagens de grandes volumes, como é o caso particular das barragens.

Aproveitamento Hidroeléctrico do Baixo-Sabor – Ensecadeira de jusante do escalão de montante



A CIMPOR, que desde a primeira hora acompanhou o processo e participou em todas as suas fases tanto com cedência de materiais como com as informações necessárias ao desenvolvimento técnico da solução, felicita a EDP e o LNEC como mentores deste projecto e congratula-se com os resultados obtidos que abrem novas perspectivas técnicas para a utilização do cimento no fabrico de betões e com o facto de o seu cimento CEM II/B-L 32,5 N ter sido utilizado neste projecto.


CEM II/B-L 32,5 N

Localização

Baixo-Sabor


Outubro de 2010

Solução construtiva usada pela primeira vez em Portugal


Mentores

EDP e LNEC


Solo-cimento no IC16

Reabilitação

A entrada em serviço da A16 a 30 de Setembro de 2009, infraestrutura integrada na Concessão Rodoviária da Grande Lisboa, permitiu o descongestionamento do tráfego do IC19 e da A5 ao desenvolver uma nova circular exterior à área metropolitana de Lisboa, ligando a A9 – CREL à A5, favorecendo uma população estimada em 640 mil habitantes só nos concelhos de Sintra e Cascais.

A empreitada de construção foi adjudicada ao consórcio entre o Grupo MonteAdriano, Rosas Construtores, S.A. e a Empresa de Construções Amândio Carvalho, S.A., liderado pelo Grupo MonteAdriano.

O Grupo MonteAdriano nasce em Janeiro de 2005 após a fusão da Monte & Monte com a empresa Sociedade de Empreitadas  Adriano, tornando-se um dos grupos nacionais com maior expressão na indústria da construção civil em Portugal, tendo inclusivamente diversificado as suas áreas de negócios e internacionalizado a sua posição no mercado com a criação das sucursais da Roménia, Angola e Cabo Verde.
 


Na execução da empreitada de construção da A16, a Monte Adriano, no âmbito da actividade de I&D desenvolvida internamente pelo grupo, através da Montinovação, apresentou à Lusolisboa, Auto Estradas de Lisboa, S.A. uma solução variante para o pavimento rodoviário em questão que consistia na execução de solo cimento com 23cm de espessura seguida de uma camada de tout-venant com 12cm, em alternativa aos 40cm de tout-venant preconizados pelo projecto de execução, por ser uma solução construtiva mais rápida e menos dispendiosa, uma vez que permite a incorporação do solo natural do leito do pavimento como constituinte de uma camada estrutural. É ainda possível com este método diminuir o volume de escavação, limitar a utilização de solos de empréstimo de qualidade superior, consequente diminuição dos volumes transportados a vazadouro com os correspondentes benefícios ambientais e económicos que daí advêm.
 


O solo cimento é uma mistura homogénea de solo, cimento e água em quantidades estabelecidas. Nesta obra o processo iniciou-se com a escavação e britagem do solo em instalações próximas da frente de trabalho, seguida da sua deposição em camadas. Espalhou-se o cimento sobre a camada a tratar, tendo-se sucedido a fresagem que promoveu a mistura entre o solo e o cimento. Adicionou-se água por aspersão, na quantidade correspondente ao teor de humidade óptimo, permitindo a hidratação da mistura, que após compactação pesada, endurece e adquire a resistência que lhe permite ser utilizada como fundação de pavimentos rodoviários, com a durabilidade desejável para obras desta natureza.
 
O interesse da solução solo cimento na execução da A16 foi confirmado através da realização de um estudo laboratorial que também permitiu definir o teor de cimento adequado para fazer face às exigências estipuladas. Com base no estudo desenvolvido pela MonteAdriano, definiu-se um teor de cimento entre os 3,0% com solos calcários e os 3,5% com solos margosos, recorrendo ao cimento CEM II/A-L 42,5R da Cimpor. 


 


CEM II/A-L 42,5 R

Localização

Grande Lisboa


4.900 t.

Consumo de Cimento CEM II/A-L 42,5R


157.000 m3

Volume de solos reaproveitados


345.000 t.

Diferença de volume de Tout-Venant utilizado


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