Impactes Locais

Impactes Locais



A CIMPOR procura a melhoria contínua do seu desempenho ambiental para mitigação de vários tipos de impactes ambientais a nível local, através de vários meios, a saber:

•    Melhorar o desempenho ambiental no que diz respeito, entre outros, ao controlo de emissões poluentes, conservação e gestão da água, reabilitação de pedreiras e gestão da biodiversidade, controlo do ruído, vibrações e tráfego na envolvente fabril e nos locais de carga / descarga de materiais, e limitação das poeiras fugitivas;

•    Implementar boas práticas e ferramentas de instituições de referência como a GGCA, WBCSD (e.g. “Pledge for Access to Safe Water, Sanitation and Hygiene at the Workplace (WASH)”), UN SDG, entre outros, em todas as operações;

•    Publicar regularmente as Declarações Ambientais e manutenção do registo EMAS das fábricas de cimento;

•    Manter as Certificações de todas as unidades operacionais dos SGI (Sistemas de Gestão Integrados) de acordo com Normas de referência internacional como ISO 9001, ISO 14001 e ISO 18001;

•    Implementar diretrizes internas que constituam melhores práticas do nosso setor em termos de sustentabilidade ambiental.


Emissões Poluentes

Durante o processo de fabrico do cimento são lançados na atmosfera alguns poluentes principais como poeiras, óxidos de azoto (NOx) e dióxido de enxofre (SO2), bem como outros micropoluentes que podem contribuir para a poluição atmosférica local. A poluição é gerada, sobretudo, pelos processos de combustão que ocorrem nos nossos fornos, pelas moagens de cimento e pelas emissões difusas de poeiras provenientes da movimentação, carga e descarga, e armazenagem de materiais e circulação de veículos industriais.

A CIMPOR assegura a monitorização dos poluentes principais em todas as suas unidades fabris e investe na redução das emissões que apresentam valores mais elevados, assim como nos sistemas de reporte respetivos, planos para calibração e acompanhando a legislação aplicável.

Atualmente, todas as chaminés dos nossos fornos dispõem de monitorização em contínuo dos poluentes principais (partículas, NOx, SO2, NH3) e de alguns micropoluentes (COV, HCl, HF, CO).

Além disso, é feita de forma sistemática a medição pontual de uma série alargada de micropoluentes (PCDD/F, COV, HCl, HF, CO, mercúrio e diversos tipos de metais pesados) de acordo com o Título Único Ambiental de cada unidade fabril, emitido pela APA (Agência Portuguesa do Ambiente).

As poeiras difusas constituem a par da exploração das pedreiras, na maior parte das vezes, um dos aspetos que mais penalizam a imagem exterior de uma fábrica de cimento. Estas poeiras são geradas e libertadas durante a movimentação (carga e descarga), transporte, armazenagem e extração de matérias-primas, clínquer e cimento e o seu controlo é muitas vezes um processo complexo. A sensibilização para este tipo de problema e a mitigação deste tipo de emissões constitui uma prioridade para a CIMPOR.

A CIMPOR tem uma longa história de compromisso com o cumprimento integral da legislação ambiental aplicável e de melhoria contínua dos seus processos produtivos, adotando uma gestão de investimentos consolidada com foco nos parâmetros ambientais legais (e.g. filtros de mangas em todas as chaminés das unidades fabris de Portugal).


Conservação da Água

A indústria cimenteira não é particularmente intensiva no uso de água embora esta constitua um recurso fundamental para o desenvolvimento da atividade, recurso este que se tem vindo a tornar crítico em risco de crescente escassez, a nível nacional e global.

A CIMPOR promove internamente uma cultura generalizada de uso racional da água e defende normas rigorosas de utilização deste recurso. Estas normas passam pela medição do consumo e das perdas, tratamento, reciclagem e reutilização da água, aproveitamento de águas pluviais e pela sensibilização constante para um consumo mais racional. Hoje, a monitorização cuidadosa do consumo, através de medições diretas ou de estimativas acertadas, ajuda a identificar as melhores oportunidades para a sua redução.

No que diz respeito à política de conservação da água, para se fazer realmente a diferença, é crucial alargar o esforço a toda a nossa cadeia de valor e desempenhar um papel ativo junto da nossa envolvente local, estendendo os nossos programas e trabalhando em conjunto com as comunidades locais, governos e organizações não-governamentais, fornecedores e clientes.

A CIMPOR promove internamente uma cultura generalizada de uso racional da água e defende normas rigorosas de utilização deste recurso, nomeadamente através de:

•    Avaliação rigorosa dos riscos (e.g., WBCSD Global Water Tool, Aqueduct, e outro tipo de ferramentas);

•    Foco em eficiência e redução dos consumos (e.g., deteção e eliminação de fugas, aproveitamento de águas pluviais, reciclagem, substituição de sistemas de refrigeração a água por sistemas a ar, etc.);

•    Gestão considerando potencial competição por recursos;

•    Controlo e monitorização apertados e proativos;

•    Planos de ação customizados;

•    Busca de autossuficiência;

•    Water Pledge “Pledge for Access to Safe Water, Sanitation and Hygiene at the Workplace (WASH)”, iniciativa do WBCSD, destinada a assegurar o fornecimento de água com qualidade, saneamento e condições de higiene nos locais de trabalho que a CIMPOR implementou;

•    Sistema de circulação de água em circuito fechado nas unidades fabris que permita assim uma reutilização de grandes quantidades de água, de forma a ser reposta apenas a água que se perde, principalmente por evaporação;

•    O processo de produção de cimento não origina águas residuais industriais. No entanto, são geradas águas residuais domésticas e outras provenientes de operações de lavagem e manutenção de veículos, assim como escorrências de águas pluviais de zonas de armazenagem de matérias-primas, combustíveis sólidos e resíduos. Os sistemas de tratamento de águas implementados nas unidades fabris são regular e periodicamente monitorizados, proporcionando um tratamento eficaz dos efluentes antes de serem descarregados no meio recetor.


Uso do Solo: Reabilitação Ambiental de Pedreiras & Gestão da Biodiversidade

A CIMPOR está ciente da importância estratégica de uma gestão criteriosa das suas pedreiras, não apenas pela importância dessa conduta para a preservação dos sistemas naturais e sociais envolventes, como para a garantia da sustentabilidade e longevidade da atividade como, também, para a transformação de impactes negativos em positivos de forma a alcançar um impacte líquido positivo (Net Positive Impact). Entendemos, também, que uma abordagem integrada a esta temática pode vir a simplificar substancialmente os processos de obtenção de futuras licenças de exploração de matérias-primas.

Em 2013, CIMPOR, publicou a diretriz interna ”Quarry Environmental Management / Guidelines on Environmental and Social Assessment, Quarry Rehabilitation & Biodiversity Management”, baseada numa diretriz da Cement Sustainability Initiative (CSI), que define um conjunto de boas práticas destinadas à minimização da pressão sobre os habitats naturais durante a exploração das massas minerais e promoção da recuperação das zonas degradadas.

Em 2015, foi elaborado um “Roadmap Pedreiras 2016-2025” destinado a adequar a esta diretriz interna, de acordo com um calendário pré-definido, todas as pedreiras da CIMPOR que relativamente à diretriz ainda apresentem algum hiato, acelerar o processo de adequação, estimar os custos envolvidos e provisionar verbas para essa adequação. Planos de ação de adaptação foram elaborados para as pedreiras mais críticas.

Este Roadmap foi elaborado de acordo com uma análise de risco e de forma a assegurar que até 2025 todas as pedreiras teriam EIAS, planos de reabilitação e, se for caso disso, planos de gestão da biodiversidade, suficientemente robustos, desenvolvidos segundo estas diretrizes e com o envolvimento dos stakeholders locais.

Para garante de uma gestão criteriosa das suas pedreiras rumo à sustentabilidade a CIMPOR procura: 

•    Adotar uma perspetiva de análise de risco vs. oportunidades;

•    Uniformizar modelo de governança de gestão mineira (e.g., responsabilidades corporativas e locais; lavra vs. reabilitação; reabilitação progressiva; operacionalização provisões financeiras; redução cauções, estudos, implementação, etc.);

•    Implementar as diretrizes de Reabilitação Ambiental de Pedreiras & Gestão da Biodiversidade segundo Roadmap 2030;

•    Planear atempadamente face a novos regimes regulatórios tirando partido de potenciais oportunidades de longo-prazo (valorização) vs. arbitragem de curto-prazo;

•    Assegurar uma boa imagem junto dos stakeholders;

•    Determinação da situação de referência (baseline), instrumento de comunicação, negociação e compromisso face a stakeholders;

•    Taxas sobre os recursos naturais (gerir em vez de extrair os recursos naturais visando minorar taxas e cauções).

 

Ruído

A atenuação do ruído tem sido conseguida através de uma série de medidas específicas, nomeadamente:

•    Adoção de especificações mais exigentes na compra de equipamentos;

•    Instalação de barreiras acústicas naturais e artificiais ao longo dos perímetros fabris;

•    Isolamento dos edifícios de moagem com painéis acústicos;

•    Instalação de silenciadores em diversos ventiladores de grande porte e de canópias em equipamentos diversos (e.g., compressores, supressores, geradores, etc.);

•    Transformação de arrefecedores de satélites em arrefecedores de grelha;

•    Adoção das mais modernas técnicas de manutenção e de monitorização do estado de funcionamento dos equipamentos industriais.


Neste âmbito, procede-se regularmente à atualização dos mapas de ruído das unidades operacionais da CIMPOR, o que permite continuar a avaliar a eficácia de muitas das medidas já implementadas e eleger um novo leque de possíveis soluções com vista à continuação da minimização futura da poluição sonora.

Para assegurar a continuidade do compromisso na atenuação do ruído, quer a nível de impactes locais, quer para dar resposta à política de saúde, garantido o bem-estar dos seus profissionais, a CIMPOR procura novas soluções com vista à continuação da minimização futura da poluição sonora, nomeadamente através de:

•    identificação de áreas de elevado risco potencial;

•    avaliação da exposição ocupacional dos profissionais às vibrações e ao ruído;

•    sugestão de técnicas de controlo destinadas a reduzir os riscos, incluindo a utilização eficaz de equipamento de proteção individual adequado;

•    protocolos adequados para a vigilância médica;

•    Atualização regular dos mapas de ruído das unidades operacionais da CIMPOR;

•    Avaliação da eficácia das medidas implementadas e eleger novo leque de possíveis soluções com vista à mitigação contínua da poluição sonora;

•    Implementar as medidas preconizadas no Manual de Gestão de Saúde: Chamando a atenção para as exposições ocupacionais na indústria de cimento (Health Management Handbook: Addressing occupational exposures in the cement industry) após diagnóstico através da ferramenta de autoavaliação destinada a ajudar na implementação das medidas contidas neste mesmo manual.

 

Sistemas de Gestão Internos e outras Ferramentas

A espinha dorsal da CIMPOR deve continuar a assentar num sistema efetivo de governo da sociedade e em sistemas de gestão robustos e auditáveis.

Embora no Grupo a gestão operacional, ambiental, saúde ocupacional e segurança e a gestão da qualidade continuem a ser funções descentralizadas, têm vindo a ser adotadas normas e diretrizes corporativas, com vista ao rápido desenvolvimento de uma linguagem e práticas comuns.

A CIMPOR continua a manter uma aposta firme na certificação dos Sistemas de Gestão Integrados de todas as suas unidades fabris segundo Normas de referência internacionais.

A implementação de sistemas de gestão de qualidade, de gestão ambiental e de segurança e saúde ocupacional nas referidas unidades e a certificação das mesmas de acordo com as normas ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001, respetivamente, constituem uma prioridade a nível corporativo e têm representado um importante instrumento ao serviço do progresso rumo ao desenvolvimento sustentável.

Em 2015 foi iniciada integração dos Sistemas de Gestão da Qualidade, do Ambiente e da Segurança e Saúde do trabalho, os quais tinham sido implementados e certificados em momentos distintos ao longo dos anos. 

Hoje a CIMPOR dispõe de um Sistema de Gestão Integrado, certificado de acordo com os referenciais NP EN ISO 9001:2015, para a produção e comercialização de cimentos de produção própria, e comercialização de cimento branco, cal hidráulica e argamassas secas, NP EN ISO 14001:2015, para as atividades de produção de cimento e exploração das respetivas pedreiras e NP 4397:2008/OHSAS 18001:2007, o que constitui uma prioridade a nível corporativo e tem representado um importante instrumento ao serviço do progresso rumo ao desenvolvimento sustentável.

Além disso, têm sido desenvolvidas diversas ferramentas de TI / Business Intelligence, assentes em plataformas QlikView, de para gerir a nível corporativo uma série de aspetos industriais, S&SO, recursos humanos e, também desempenhos e metas ambientais.