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História

A CIMPOR

A primeira fábrica de cimento a ser construída de raiz em Portugal, foi a Fábrica “Tejo”, e que mais tarde viria a designar-se Cimpor Alhandra. Esta unidade, com mais de um século de existência, localizada na Vila de Alhandra, na margem direita do rio Tejo.
 


O Centro de Produção de Alhandra remonta a 1890 e que recebeu, por alvará de 24 de abril de 1894, a concessão da patente para o fabrico do cimento “Portland” artificial, que produzia 6 mil toneladas de cimento por ano num forno horizontal Hoffmann.

A 26 de março de 1976, com a nacionalização de sete(1) cimenteiras portuguesas, é constituída formalmente a empresa pública CIMPOR - CIMENTOS DE PORTUGAL, E.P., contando desde o início com as três fábricas de cimento - Alhandra, Loulé e Souselas, bem como, a Fábrica de Cal Hidráulica do Cabo Mondego e as Unidades de Produção da Maceira-Liz e Pataias.

Nos vinte anos que se seguiram, a Cimpor foi crescendo dentro de Portugal e noutras geografias, chegando a ter operações em treze países: Portugal, Espanha, Angola, Tunísia, Marrocos, Turquia, Egito, Cabo Verde, Moçambique, África do Sul, China, Índia e Perú.

Em 2005 a CIMPOR adquire 100% do capital social da empresa Nordicave Trading Industrial, Lda detentora, à data, de uma participação de 86,65% na sociedade Cimentos de Cabo Verde, S.A. (CCV).
 


A data de 24 de janeiro de 2006 foi um marco na história da CIMPOR, no que diz respeito à vertente ambiental da sua atividade - nesse dia foi atribuído o registo no EMAS (Sistema Comunitário de Ecogestão e Auditoria) ao Centro de Produção de Souselas, ficando assim concluído o processo de registo, no referido Sistema, das três fábricas de cimento da empresa, em Portugal. 

Em 2012, a CIMPOR passou a ser propriedade do grupo brasileiro Camargo Corrêa. Posteriormente, como parte do plano de crescimento e expansão, o Grupo OYAK adquiriu formalmente em janeiro 2019 todos os ativos que compõem as Unidades de Negócio da CIMPOR em Portugal e em Cabo Verde. Com esta aquisição, a CIMPOR passou a fazer parte de um grupo que se tem vindo a afirmar como um player à escala global, com um volume de negócios superior a 8,9 mil milhões de euros, emprega 30.000 colaboradores em mais de 127 empresas, localizadas em 23 países.

O Grupo OYAK é atualmente uma referência no desenvolvimento de soluções inovadoras para a utilização do cimento, pautada por critérios de eficiência, criatividade e rentabilidade e também pautada por uma ação sustentável e responsável em termos ambientais e comunitários.

Graças a esta aquisição, a divisão de cimento do Grupo OYAK está a diversificar e expandir as suas operações, ao reforçar a sua presença comercial em termos de produção e distribuição na Europa. Esta nova fase vai ainda permitir à CIMPOR procurar novas oportunidades de expansão e investir em potenciais novos mercados no mundo, tendo Portugal como ponto de partida.

 

CIMENTAÇOR

A Cimentaçor foi constituída a 26 de novembro de 1984, com o objetivo garantir um abastecimento eficaz e sem ruturas a todas as ilhas do Arquipélago, sendo sócios o Entreposto Industrial das Ilhas (Cimpor), o Governo Regional dos Açores e a Secil. Após diversas alterações na estrutura societária, a Cimpor passou a deter a totalidade do capital em 2007, situação que se mantém atualmente.
 


Com a constituição da empresa iniciou-se um período de estudos com o objetivo de encontrar as melhores soluções, nomeadamente quanto à localização das novas unidades, procurando-se também a maximização da utilização de recursos locais e a produção dos cimentos mais adequados à Região, tendo-se optado pela construção de dois novos estabelecimentos industriais, que entraram em funcionamento em 1989. Em junho foi inaugurada, em São Miguel, a Moagem das Murtas e em novembro foi a vez do Terminal da Praia da Vitória, na ilha Terceira.

Com mais de 3 décadas de presença no mercado açoriano, durante as quais se foram implementando melhorias nos processos produtivos e de distribuição, dando-se também especial importância à segurança no trabalho, quer de trabalhadores diretos, quer de indiretos, bem como às questões ambientais, a Cimentaçor continua apostada em servir da melhor maneira a população açoriana, respondendo de forma eficaz às necessidades do mercado com os produtos mais adequados.

 

LINHA DO TEMPO

  • 1894 - A Fábrica de Alhandra inicia a sua produção
  • 1976 - Constituição da CIMPOR - CIMENTOS DE PORTUGAL, E.P..
  • 1982 - Construção do entreposto da Maia.
  • 1983 - Início do processo de adaptação das fábricas à utilização de carvão, em substituição do fuel óleo.
  • 1984 - A 26 de novembro de 1984 foi celebrada a escritura pública de constituição da Cimentaçor sendo sócios o Entreposto Industrial das Ilhas (Cimpor) com 60%, a Secil com 20% e o Governo Regional dos Açores com os restantes 20%.
  • 1985 - Transformação da última linha de produção de via húmida para via seca.
  • 1989 - Neste ano, duas novas unidades entraram em funcionamento. Em junho foi inaugurada, em São Miguel, a Moagem das Murtas e em novembro foi a vez do Terminal da Praia da Vitória, na ilha Terceira.
  • 1991 - A empresa constitui-se como sociedade anónima, passando a designar-se CIMPOR – CIMENTOS DE PORTUGAL, S.A.
  • A reestruturação do sector cimenteiro nacional ocorrida em 1990 e imposta pela política de reprivatização das atividades nacionalizadas, levou à constituição da Cimentos Maceira e Pataias (CMP), posteriormente alienada, tendo, assim, deixado de fazer parte do Grupo Cimpor as fábricas de Maceira e de Pataias.
  • 1994 - Início do processo de privatização. Na primeira fase foi alienado cerca de 20% do capital, ficando a Empresa a ser detida por cerca de 14.000 acionistas.
  • 1996 - Segunda fase de privatização, que decorreu em outubro de 1996, com a alienação de mais 45% do capital.
  • 1997 -  Com os seus produtos certificados, a Cimpor-Indústria assegurou, a partir de neste ano, a certificação das suas fábricas, segundo a norma ISO.
  • 1998 - Terceira fase do processo de privatização, com a alienação de cerca de 25% do capital, ficando a Cimpor privatizada em 90%, com cerca de meio milhão de acionistas. O Estado Português passou a deter 10% do Capital. O mercado português “maduro”, registava um consumo de cimento per capita, dos maiores do mundo (984 quilos em 1998)
  • 2001 - Quarta e última fase do processo de privatização - O Estado Português vende a totalidade da participação que detém na CIMPOR (10,05%) à Teixeira Duarte, S.A..
  • 2005 - A CIMPOR adquire 100% do capital social da empresa Nordicave Trading Industrial, Lda detentora, à data, de uma participação de 86,65% na sociedade Cimentos de Cabo Verde, S.A. (CCV).
  • 2006 - A data de 24 de janeiro de 2006 foi um marco na história da CIMPOR, no que diz respeito à vertente ambiental da sua atividade - nesse dia foi atribuído o registo no EMAS (Sistema Comunitário de Ecogestão e Auditoria) ao Centro de Produção de Souselas, ficando assim concluído o processo de registo, no referido Sistema, das três fábricas de cimento da empresa, em Portugal. 
  • 2012 - Em junho 2012 concretizou-se a OPA da InterCement sobre a Cimpor
  • 2018 - Em 26 de outubro de 2018, o Grupo OYAK assinou um acordo com a InterCement, para comprar os ativos e respetivas operações da Unidade de Negócio de Portugal e Cabo Verde da CIMPOR. No início de dezembro, a OYAK notificou a Autoridade da Concorrência (AdC) para que se pronunciasse sobre a operação, que precisava também da “luz verde” de Bruxelas.
  • 2019 - A aquisição da Cimpor pela OYAK foi aprovada em 10 de janeiro 2019 pela Comissão Europeia.
  • 2020  - A Cimpor inicia operação na Costa do Marfim.