Alterações Climáticas

Alterações Climáticas



A CIMPOR investe continuamente na mitigação da sua pegada de carbono e desenvolve produtos e soluções que respondem às necessidades da sociedade em termos de resiliência e adaptação aos impactes provocados pelas alterações climáticas, protegendo pessoas, património e ambiente.

A Neutralidade Carbónica e a Transição Energética são as estratégias que a CIMPOR adota e com as quais se compromete para a mitigação da pegada de carbono, em vista de um futuro mais sustentável para todos.

 

Neutralidade Carbónica 

CIMPOR investe 100 milhões de euros para reduzir emissões diretas de CO2 em 37% até 2030

O objetivo da UE é claro – alcançar a neutralidade carbónica até 2050. A CIMPOR reconhece a necessidade desse ambicioso objetivo, cuja jornada para o alcançar deverá ser feita através de toda a cadeia de valor da nossa indústria, em conjunto com todas as partes interessadas e todos os atores económicos.

A CIMPOR tem definidas as suas metas de redução face a 1990 das emissões de CO2 até 2030. Para que a CIMPOR possa estabelecer a sua estratégia de longo prazo (2050) e continuar a fazer a sua parte, há que ter em conta a definição das estratégias nacionais, políticas públicas de suporte, mecanismos de financiamento, I&D e o desenvolvimento das infraestruturas necessárias, num esforço conjunto sem precedentes entre os atores da nossa economia e na economia europeia, que permita realizar os investimentos necessários de longo prazo num quadro de alguma previsibilidade.

Ler aqui o compromisso da CIMPOR rumo à neutralidade carbónica até 2050.

A nossa estratégia de neutralidade carbónica desenvolve-se ao longo da cadeia de valor típica da indústria cimenteira e encontra-se alicerçada na abordagem dos “5C” desenhada, em 2020, no CEMBUREAU Roadmap 2050. O potencial de redução das emissões de CO2, nesta abordagem “5C” cobre a cadeia de valor da construção, isto é, Clínquer, Cimento, Betão (Concreto), Construção e (re)Carbonatação. 

As principais alavancas de redução das emissões diretas e indiretas de CO2, para além da modernização dos atuais ativos industriais, são algumas das que seguir se indicam:

 5 C

     Principais alavancas

 Clínquer (C1):
  • Matérias-primas alternativas descarbonatadas.

  • Combustíveis Alternativos

  • Eficiência Energética (Térmica)

  • Clínquer de baixo teor em carbono e utilização de mineralizadores.

  • Hidrogénio renovável e eletrificação de alguns dos processos industriais.

  • Tecnologias CCUS.

 Cimento (C2):
  • Redução da incorporação de clínquer no cimento e a utilização de novos materiais cimentícios (incl. argilas calcinadas)

  • Energia elétrica: redução consumo e utilização de energia elétrica renovável neutra em carbono.

  • Neutralidade carbónica do transporte.

 Betão (C3)
  • Redução da incorporação de cimento no betão.

  • Transporte Neutro em Carbono

 Construção (C4)
  • Eficiência na utilização do betão.

  • Reutilizar e Reciclar

  • A contribuição do betão para a redução de emissões de CO2 noutros setores

 (re)Carbonatação (C5)
  • Sequestro de CO2 no betão.

  • Sequestro de CO2 nos RC&D e finos de betão reciclados.


A CIMPOR, dada a importância do tema, tem contribuído de forma regular para o desenvolvimento de roteiros de tecnologias de baixo carbono para o setor cimenteiro nacional e internacional. Neste âmbito, enumeramos de seguida alguns exemplos: 


•    IEA/WBCD Cement Technology Roadmap 2050 (2018): que atualiza a versão original de 2009, primeiro roteiro setorial de tecnologias de baixo carbono no âmbito do G-8;
•    CEMBUREAU Low Carbon Roadmap 2050 (2013);
•    CEMBUREAU Carbon Neutrality Roadmap 2050 (2020).

 

Transição Energética

CIMPOR investe 100 milhões de euros para reduzir emissões diretas de CO2 em 37% até 2030 

A CIMPOR comprometeu-se em 2020 a investir 100 milhões de euros na modernização de ativos industriais e em projetos de I&D [investigação e desenvolvimento] que contribuam para a redução em 37% das emissões de específicas diretas de CO2 até 2030.

A medida, integrada na estratégia ambiental de longo prazo da empresa, enquadra-se no plano de transição para uma economia neutra em carbono, que deverá ocorrer a meio deste século.

A CIMPOR prevê aumentar a substituição de combustíveis fósseis por fontes alternativas de energia, dos atuais 30% para mais de 70%, a fim de evitar a deposição em aterro destes resíduos e reduzir o uso de combustíveis fósseis convencionais. O coprocessamento de resíduos, prática que tem vindo a ser adotada massivamente pela CIMPOR, torna-se assim num pilar importante da estratégia de redução de emissões de CO2 da empresa.

A meta definida para 2030 prevê também o investimento em painéis fotovoltaicos e equipamentos de recuperação de calor residual de processo para a produção de energia elétrica, para que a CIMPOR consiga produzir, em regime de autogeração para consumo próprio, 30% das necessidades energéticas das unidades de produção.

A transição energética faz parte do compromisso para com a sustentabilidade da atividade e visa contribuir decisivamente para a descarbonização da nossa economia.